Factores importantes em cruzamentos para obter novas mutações (Hibridos).
Se tentarmos introduzir uma mutação a partir de duas espécies, uma tem de ter a mutação.
No primeiro cruzamento entre as duas espécies obtemos um F-1, quando o F-1 é cruzado com um ancestral obtemos um R-1, e assim por diante R-2, R-3 e R-4.
Sempre que o fizermos com a mesma especie, o R-4 já é considerado uma espécie pura, mas se partirmos de duas espécies com características muito parecidas (cucullata com magellanica, por exemplo) podemos considerar o R-3 fenotipicamente puro.
Muitas vezes é difícil efectuar os rectrocruzamentos, por existirem espécies e sub espécies muito similares o que poderá dificultar a distinção entre espécies, sub-especies e híbridos.
Um pássaro intermédio ou de trabalho (F1,R2..) não pode ser valorizado da mesma forma que uma ave finalizada, na qual já introduzimos uma mutação.
O conhecimento destes cruzamentos e rectrocruzamentos é fundamental para que se possam efectuar trabalhos genéticos.
Do meu ponto de vista é fundamental, antes de cruzarmos duas espécies para obtermos Híbridos, que saibamos porque o vamos fazer e o que queremos obter. Se realmente iremos trazer algo de novo, pois muito bem, fazemos o cruzamento, caso contrario não vejo qualquer motivo para efectuarmos a hibridação.
Serão necessários vários anos e uma enorme quantidade de aves para que se consiga obter uma nova mutação.
Por exemplo, se eu quero transferir a mutação diluído de um carduelis spinus para um carduelis cucullata, irei cruzar o lugre diluído com uma cucullata ancestral, obterei F1, dos quais 50% serão diluídos.
Pois estes 50% de F1 diluidos irei cruzar com outros cucullata obtendo novamente 50% de diluídos, mas desta feita R1.
Os R1 diluídos, irei cruzar novamente com outros cucullata e obterei R2, 50% dos quais diluídos que novamente irei cruzar com cucullata e irei obter R3 que cruzados novamente com cucullata obterei finalmente os tão desejados cucullata puros (R4) com a mutação diluído.
Ou seja, até aos R4, obtidos ao 5to ano, perdi 50% das aves que nasceram em cada cruzamento, pois só aproveitei os diluídos e necessitei de diversas aves cucullata ancestrais puras para efectuar cruzamentos até obter cucullata puros com mutação.
De facto é um investimento em aves e tempo, bastante elevado, por isso sempre que surge uma nova mutação o seu preço é extremamente elevado até que seja considerada uma mutação já obtida em quantidade suficiente para dar resposta ás necessidades do mercado.